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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Cross Dressing

O estilista Marc Jacobs em foto de Patrick Demarchelier para capa da Industrie
Oi Vizis!
Hoje vamos falar sobre mix de gêneros.
Vocês sabem o que é cross-dressing?

Cross-dressing é um termo que se refere a pessoas que vestem roupa ou usam objetos associados ao sexo oposto, por qualquer uma de muitas razões, desde vivenciar uma faceta feminina (para os homens), masculina (para as mulheres), motivos profissionais, para obter gratificação sexual, ou outras. O crossdressing (ou travestismo, no Português Europeu, e frequentemente abreviado para "CD"), não está relacionado com a orientação sexual, e um crossdresser pode ser heterossexual, homossexual, bissexual ou assexual. O crossdressing também não está relacionado com a transexualidade.

Os crossdressers tipicamente não modificam o seu corpo, através da terapia hormonal ou cirurgias, mas tal acontece em alguns casos, como o de Stu Rasmussen, político americano e presidente da câmara municipal da cidade de Oregon.

Os transformistas fazem parte da população crossdresser, mas a sua motivação está relacionada apenas com motivos profissionais, como espectáculos de transformismo. A expressão "drag-queen" (de DRAG, "Dressed As a Girl"), em inglês, é equivalente a transformista, mas quando utilizada no português, por vezes refere-se aos crossdressers com um visual mais exageradamente feminino

  No Brasil, o cartunista Laerte , é um dos que assumiu o crossdresser publicamente em matéria para a revista Bravo! e num vídeo em que fala sobre o assunto com naturalidade. Além disso, uma série de personalidades tem, sistematicamente, se montado para aparecer em capas de revistas.
  O contraponto da aparente liberalização de costumes vem através da comovente entrevista concedida pela transexual Lea T. para Vivian Whiteman, na Folha de São Paulo. Lá, a bela modelo disse que “é apedrejada todos os dias”. Até quando, gente? Preconceito é a coisa mais demodé que existe!

Paulo Vilhena posou para a revista gay Junior, vestido como o personagem que interpreta na peça "Hedwig e o centímetro enfurecido"

O ator James Franco na capa da revista Candy, revista de moda e estilo pra transessuais, em foto de Terry Richarson

O ator Rodrigo Faro, sexy com meias femininas 7/8, na capa da revista TPM de outubro de 2010
Veja mais fotos, e outros posts bacanas sobre o assunto: no site da Criativa tem fotos do Alexander McQueen e do John Galliano em grande montação. E  e no blog FreakShowBusiness tem os personagens antológicos do cinema, como Tootsie, Priscilla, a Rainha do Deserto e mais.

Beijos vizivizis com gostinho de ano acabando, e nova etapa começando!
Nós teremos muitas novidades em janeiro! E lembrem-se Chame as vizinhas! Nós podemos te dar muito mais do que um copo de açúcar!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Depressão e Libido



Qual o diferencial da Chame! vizis?
A formação. Como sempre dizemos, somos mulheres por natureza, amigas por coração e psicólogas e sexólogas por formação.

Falar de sexo, montar oficinas e dar dicas ou dizer "umas abobrinhas" sem real fundamento, é fácil pessoal. Mas chamamos a ateção para o fato de que a sexualidade envolve temas mais profundos e específicos do que parece. E é de extrema importância, que tratando-se deste assunto, você procure profissionais qualificados para orienta-lo.

Nós temos bagagem para lidar com estas questões e trabalhamos há um bom tempo com o tema.

Uma série de questões psicológicas se relacionam com a sexualidade. Hoje falaremos da Depressão.

Vocês sabiam vizis, que metade das mulheres que procuram o ProSex (Projeto Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, sofre de baixo desejo sexual? Entre elas, 40% estão ou já estiveram em tratamento para depressão. Até recentemente, a disfunção sexual decorrente de tratamento antidepressivo também prejudicava a adesão ao tratamento. Nova geração de medicamento para depressão pode reverter o quadro de baixa adesão.
O Estudo Mosaico Brasil, realizado em 2008, avaliou o comportamento afetivo-sexual de mais de 8.200 brasileiros, 49% do sexo feminino. Comparando as mulheres participantes na faixa etária de 41 a 50 anos em tratamento para depressão com aquelas que não estavam em tratamento, observou-se que havia 22,6% delas com inibição de excitação sexual entre as que estavam em tratamento, contra 15,4% entre as que não estavam.
“A depressão causa desânimo e desinteresse geral, além de afetar a produção e a liberação de hormônios sexuais, o que interfere diretamente sobre a libido feminina”, afirma a Dra. Carmita Abdo, que estuda o comportamento e os problemas sexuais em homens e mulheres há mais de três décadas.
Até recentemente, a disfunção sexual decorrente de tratamento antidepressivo também prejudicava a adesão ao tratamento. Estudos demonstram que a disfunção sexual atinge de 30% a 70% dos pacientes que tomam antidepressivos, sendo uma das causas de abandono ao tratamento e ao medicamento já a partir do primeiro mês*.
“Há uma nova geração de medicamentos que minimiza esse efeito indesejável, o que pode contribuir para aumentar a adesão ao tratamento”, afirma a psiquiatra. “Isso significa um grande avanço, pois a interrupção prematura da medicação pode levar a um aumento de casos de recorrência dos quadros depressivos", afirma.
DEPRESSÃO E MULHER - Estima-se que 17 milhões de pessoas tenham depressão no Brasil, ou seja, 10% da população. O problema é mais prevalente entre as mulheres. Estatísticas mundiais apontam que elas sofrem duas vezes mais com o problema do que os homens. Uma das razões são as flutuações hormonais, mais pronunciadas na fase reprodutiva das mulheres. Segundo a psiquiatra, os períodos de oscilação dos hormônios, como ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa coincidem com os picos de incidência de depressão nas mulheres.
“A depressão, quando não tratada, pode comprometer vários aspectos da vida, tais como o profissional, o emocional, os relacionamentos e até a vida a dois”, afirma. “Por isso a relevância do diagnóstico seguro e da adesão total do paciente ao tratamento adequado”, destaca a especialista.
SINTOMAS - Pesquisa Ibope realizada com 1.100 mulheres em oito cidades da América Latina aponta que os aspectos funcionais da depressão são subestimados. Em 78% das entrevistadas, tristeza, melancolia e desânimo são os sintomas mais associados à depressão.
Alterações no sono e perda do desejo sexual aparecem no outro extremo, cada qual com 3% das citações. “As pessoas relacionam depressão à sensação de tristeza ou angústia. Entretanto, a depressão pode ser a causa da pouca vontade de fazer sexo ou do isolamento afetivo e social”, afirma a psiquiatra, destacando a importância de estar atento também para os sintomas funcionais da depressão.

Procure ajuda! Melhorar a sua qualidade de vida com o auxílio de profissionais é possível.

Chame!

Beijos das vizis.