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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Privacidade na relação x Fidelidade Emocional


Deverá um casal partilhar tudo? Desde as mensagens de celular , às senhas de e-mail e redes socias como incentivo para uma relação aberta e honesta?Nããããããoooooooooooooooooooooooooooooo

Mesmo numa relação amorosa, as pessoas têm direito a ter alguma privacidade. Partilhar tudo pode ser demasiado.


Dito isto, o acesso às contas de e-mail individuais, das mensagens do celular e até de contas bancárias, como forma de controle do parceiro pode revelar-se contraproducente para estabelecer a confiança. Há uma mensagem subjacente no querer ter acesso total aos domínios protegido por senha que diz: "Estou à espera de te apanhar em algo errado."


Além disso, o parceiro/a poderá sentir que está a ser "controlado/a" ou gerido como se fosse uma criança. Isto não é saudável para a relação, nem para a vida sexual, uma vez que faz crescer as acusações mútuas no casal.


Como fomentar uma atmosfera de confiança na sua relação?


- Mantenha as senhas e outras informações essenciais, como registos bancários, num local seguro mas que o seu parceiro possa ter acesso em caso de emergência. Se você não se sentir confortável com essa situação, escolha um amigo ou membro da família para manter essas informações.

- Deixe o seu e-mail aberto, às vezes, no computador para mostrar que não tem nada a esconder. Deixe-o/a ficar com o seu telemóvel quando vai correr ou tomar um ducha. Isto cria um ambiente de abertura e confiança.

- Acabe com os chat´s, e-mails, ou chamadas de telefone, de ex-relações e que sinta que poderá ainda haver algo de intenso entre vocês. Diga: "Neste momento estou numa relação que prezo muito. Desejo-te o melhor…"


É normal andar a "bisbilhotar" o parceiro?


Quem já não teve a tentação de saber o conteúdo das mensagens de celular ou de e-mail do parceiro? A curiosidade é normal.


No entanto, passar à ação e começar a “bisbilhotar” as mensagens do seu parceiro porque desconfia que está a ser traído/a é uma questão completamente diferente. Geralmente, se isso acontece é porque você suspeita que alguma coisa não vai bem na relação. Há dois resultados possíveis:


- Você descobre provas de infidelidade.

- Você não encontra nada ... mas, mesmo assim, continua a sentir-se desconfiado/a.


Como abordar um parceiro quando encontra provas de infidelidade


Independentemente de já desconfiar, ou não, que algo está mal na relação, o confronto com as provas de infidelidade é sempre um choque emocional associado a sentimentos de raiva, tristeza e tudo mais.


Certamente que é uma fase difícil, mas o melhor para si (e para a sua relação) será esperar até se sentir calmo/a para confrontar o/a seu/sua parceiro/a com as respectivas provas.


Eis algumas dicas que poderão ser úteis para quando se sentir preparado/a:


- Aponte os seus pensamentos e objetivos para a conversa;

- Escolha um tempo para falar quando estiverem apenas os dois e sem distrações;

- Admita o que descobriu - não procure “encurralá-lo/a” com perguntas do tipo “tens alguma coisa para me contar?”;

- Diga-lhe como essa descoberta o/a fez sentir. Concentre-se nos seus sentimentos, em vez procurar acusações ou culpas;

- Aceite a possibilidade de existir uma explicação razoável;

- Se o/a seu/sua parceiro/a admitir o comportamento ou a infidelidade, agradeça-lhe a sua honestidade e peça-lhe para continuarem a conversa mais tarde, pois nesse momento deverá sentir uma escalada das suas emoções que não ajudarão a clarificar a situação. Não tente obter todos os detalhes nesse momento;

- Se o/a seu/sua parceiro/a negar ou tentar racionalizar a sua descoberta, continue atenta/o até ter novas provas mas relaxe: Encare a real possibilidade de poder estar paranóica e se confundido. Isso é comum, vizis. Se você não estiver se confundindo, na hora certa você saberá.


- Outra situação que é comum : Se acredita que sua saúde está em risco, por causa de doenças sexualmente transmissíveis e práticas sexuais inseguras, tome precauções (por exemplo, use preservativo) ou fale com o/a seu/sua parceiro/a directamente dizendo-lhe que está preocupada/o com sua saúde sexual.


Limpar o passado: que detalhes da infidelidade devem partilhar?


Muitos dos parceiros traídos têm um desejo enorme em saber o ínfimo detalhe da situação. O parceiro infiel poderá, por seu lado, procurar evitar dar respostas a estas questões para evitar ainda mais dor e raiva.


Tentar minimizar, esconder ou não revelar a verdade de um caso apenas irá causar mais danos à relação, talvez de forma irremediavel:


Esclareçam, com detalhe, os seguintes pontos;


- Quando começou;

- Quem iniciou;

- Existiu contacto sexual?

- Que tipo de comunicação foi (e como foi) partilhada, e-mails, chat´s, mensagens, chamadas telefónicas ou cartas?

- Que “omissões” foram feitas: dizia que estava a trabalhar, ou no computador, até tarde?

- Inventou histórias para estar com essa pessoa?

- Terminou, ou pretende terminar, essa relação extra-conjugal?


Top 10 das emoções de um parceiro traído


As emoções andam à solta depois da descoberta de uma traição. Muitas pessoas descrevem a sensação como irreal, como se estivessem a viver a vida de alguém, uma vez que tanta coisa é posta em causa depois de descobrirem que o/a parceiro/a foi infiel.


Mais comumente, os parceiros traídos sentem:

- Extrema ansiedade e/ou pânico;

- Depressão (incluindo as alterações do sono e do apetite);

- Raiva


- Tristeza;
- Medo de perder o/a parceiro/a;

- O desejo de divórcio ou de deixar a relação;

- Mudanças repentinas de emoções;

- Pensamento obsessivo sobre o assunto;

- Aumento do desejo sexual pelo/a parceiro/a;

- Desgosto com a possibilidade de vir a haver sexo com o/a parceiro/a;

- Falta de confiança no/a parceiro/a


Embora estas emoções possam surgir de forma poderosa e esmagadora, é importante saber que elas vão diminuir com o tempo. Evite fazer decisões precipitadas nas primeiras semanas. Além disso, evite dizer palavras desagradáveis de que poderá vir a arrepender-se.

Beijos das Vizis!

E lembrem-se ..... Chame! Podemos te dar muito mais do que um copo de açúcar....

*Adaptado do original de GoodInBed.com , site bacana para quem quiser visitar.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sexo depois dos 60?

Vizis, temos recebido emails perguntando se temos alguma referência científica sobre "Sexo depois dos 60?"

Existem pesquisas bacanas sobre o assunto!

Aqui ficam alguns dos resultados obtidos no maior estudo realizado, sobre o comportamento sexual do idoso, nos Estados Unidos da América, publicado no The New England Journal of Medicine, onde foram entrevistados mais de 3.000 norte americanos, dos 57 aos 85 anos.

* Verificou-se que a maioria dos americanos continua sexualmente activa aos 60 anos e quase metade continua a ter sexo regularmente depois dos 70.


* Os problemas sexuais mais presentes foram a diminuição de desejo sexual, na mulher, e dificuldades de erecção, no homem.


* Constatou-se que, por diversas razões, as mulheres eram significativamente menos sexualmente activas que os homens depois dos 57 anos.


* Comparativamente com os homens de idades semelhantes, surgiram mais mulheres sem parceiro e com menos prazer sexual.


* Cerca de 84 por cento dos homens, entre os 57 e os 64 anos, relataram ter tido algum tipo de contacto sexual com outra pessoa, no ano anterior, em comparação com 62 por cento das mulheres na mesma faixa etária. Estes números diminuíram para 38 por cento e 17 por cento, respectivamente, em pessoas de com mais de 75 anos.


* Dos entrevistados com vida sexual activa, cerca de dois terços referiu ter relações sexuais pelo menos duas vezes por mês aos 70 anos, e mais da metade continuou nesse ritmo aos 80 anos.


* Quase metade das pessoas, sexualmente activas, relatou pelo menos um problema sexual. Cerca de 43 por cento das mulheres referiu sentir uma diminuição do desejo e 39 por cento secura vaginal. Nos homens as dificuldades de erecção são as mais presentes com cerca de 37 por cento dos casos. No entanto, apenas cerca de um terço dos homens e um quinto das mulheres, com mais de 50 anos, disse ter falado com o seu médico sobre as suas dificuldades sexuais.


Segundo Robert Butler, presidente do International Longevity Center, em Nova York, “Existe a ideia generalizada de que o sexo, de alguma forma, não ocorre nos últimos anos, e este estudo demonstra claramente que a actividade sexual, na realidade, não diminui assim tanto”. Como limitações, para o referido estudo, o mesmo autor acrescenta "As relações humanas, que são tão importantes, não foram envolvidas no estudo”.


*Adaptado do original de Benedict Carey.
Em breve postaremos pesquisa brasileira!
A função sexual envolve processos biológicos básicos que se iniciam com a concepção e prosseguem na maturidade. Recebe influências que variam de cultura para cultura de acordo com valores próprios, estereótipos de masculinidade e de feminilidade e tabus sobre comportamento sexual. Aspectos psicológicos e emocionais afetam de maneira acentuada o comportamento sexual.




A função sexual continua por toda a vida. O adulto jovem utiliza seu relacionamento sexual como importante meio de expansão emocional de acordo com seus valores culturais. O casamento traz nova dimensão à função sexual, envolvendo a relação síncrona entre duas pessoas. Os filhos trazem novo estágio ao desenvolvimento sexual com o aparecimento da figura do pai e da mãe com todas suas repercussões.



CLIMATÉRIO e IMPOTÊNCIA



O climatério para algumas mulheres é um período de problemas psicológicos em que o fato de não poder mais gerar filhos propicia sentimento de desvalorização pessoal. Outras mulheres entretanto descobrem nesta fase uma nova liberdade. O homem não tem o problema da diminuição da fertilidade sendo bem conhecido homens que tiveram filhos com noventa anos de idade. Mas o homem pode experimentar crises emocionais que se refletem no seu vigor sexual. O homem idoso não perde a sua função sexual sendo um mito em nossa cultura o fato de a terceira idade ser assexuada.



Com o avanço da idade há uma tendência a diminuição da função sexual havendo uma queda na freqüência das relações sexuais. Após a menopausa a mulher pode apresentar problemas sexuais como a diminuição da libido, falta de orgasmo, diminuição da lubrificação da vagina e dor durante a relação sexual, distúrbios estes plenamente corrigidos com o uso de medicação apropriada (reposição hormonal). O homem pode apresentar impotência devida a problemas circulatórios e à diminuição da sensibilidade na região do pênis, mas na grande maioria das vezes a impotência se deve a fatores emocionais. A utilização de determinados medicamentos (antihipertensivos, tranqüilizantes, etc ) podem provocar a impotência no homem. O álcool e o fumo também podem diminuir a potência sexual.



Os aspectos psicológicos decorrentes de alguma doença formam a situação mais comum geradora de impotência. É a pessoa sabedora de ser portadora de diabetes, por ex., que passa a ter impotência unicamente devido a problemas emocionais. O sentir-se velho pode constituir por si só uma causa da impotência. Aqui deve ser destacada a depressão, a ansiedade e angustia.


A impotência atinge profundamente o homem gerando baixa autoestima e infelicidade.



Toda situação de impotência deve ser avaliada clinicamente, com destaque para aspectos circulatórios e urológicos. Os cuidados psicológicos são fundamentais e devem estar sempre presentes. O idoso em geral apresenta componente orgânico associado à psicológico. Recentemente surgiu um medicamento para uso oral, denominado "sildenafil", que é efetivo e bem tolerado no tratamento da impotência.



A atividade sexual permanece na terceira idade, havendo somente uma diminuição na sua freqüência. O sexo na terceira idade, alem da satisfação física, reafirma a identidade de cada parceiro, demonstrando que cada pessoa pode ser valiosa para a outra.



Junto ao sexo também estão valores muito importantes na terceira idade: a intimidade, a sensação de aconchego, o afeto, o carinho, o amor.



Tanto o homem como a mulher continuam a apreciar as relações sexuais durante a terceira idade. As alterações que ocorrem na mulher (como a secura da vagina, por ex ) ou no homem ( como a diminuição no tempo de ereção) ou a diminuição da fase de excitação para ambos, não são fatores que chegam a prejudicar o prazer sexual. A boa adaptação sexual é o principal fator que determina o prazer sexual.



A atividade sexual em qualquer idade é demonstração de um estado de boa saúde tanto física como mental.


Ps. Pessoal, temos recebido muitos emails com dicas e dúvidas, mas poucos comentários no Blog. Não se acanhem, comentem !E continuem enviando seu feedback é super importante para nós!
=)
Beijos e já sabem ....Chame!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Depressão e Libido



Qual o diferencial da Chame! vizis?
A formação. Como sempre dizemos, somos mulheres por natureza, amigas por coração e psicólogas e sexólogas por formação.

Falar de sexo, montar oficinas e dar dicas ou dizer "umas abobrinhas" sem real fundamento, é fácil pessoal. Mas chamamos a ateção para o fato de que a sexualidade envolve temas mais profundos e específicos do que parece. E é de extrema importância, que tratando-se deste assunto, você procure profissionais qualificados para orienta-lo.

Nós temos bagagem para lidar com estas questões e trabalhamos há um bom tempo com o tema.

Uma série de questões psicológicas se relacionam com a sexualidade. Hoje falaremos da Depressão.

Vocês sabiam vizis, que metade das mulheres que procuram o ProSex (Projeto Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, sofre de baixo desejo sexual? Entre elas, 40% estão ou já estiveram em tratamento para depressão. Até recentemente, a disfunção sexual decorrente de tratamento antidepressivo também prejudicava a adesão ao tratamento. Nova geração de medicamento para depressão pode reverter o quadro de baixa adesão.
O Estudo Mosaico Brasil, realizado em 2008, avaliou o comportamento afetivo-sexual de mais de 8.200 brasileiros, 49% do sexo feminino. Comparando as mulheres participantes na faixa etária de 41 a 50 anos em tratamento para depressão com aquelas que não estavam em tratamento, observou-se que havia 22,6% delas com inibição de excitação sexual entre as que estavam em tratamento, contra 15,4% entre as que não estavam.
“A depressão causa desânimo e desinteresse geral, além de afetar a produção e a liberação de hormônios sexuais, o que interfere diretamente sobre a libido feminina”, afirma a Dra. Carmita Abdo, que estuda o comportamento e os problemas sexuais em homens e mulheres há mais de três décadas.
Até recentemente, a disfunção sexual decorrente de tratamento antidepressivo também prejudicava a adesão ao tratamento. Estudos demonstram que a disfunção sexual atinge de 30% a 70% dos pacientes que tomam antidepressivos, sendo uma das causas de abandono ao tratamento e ao medicamento já a partir do primeiro mês*.
“Há uma nova geração de medicamentos que minimiza esse efeito indesejável, o que pode contribuir para aumentar a adesão ao tratamento”, afirma a psiquiatra. “Isso significa um grande avanço, pois a interrupção prematura da medicação pode levar a um aumento de casos de recorrência dos quadros depressivos", afirma.
DEPRESSÃO E MULHER - Estima-se que 17 milhões de pessoas tenham depressão no Brasil, ou seja, 10% da população. O problema é mais prevalente entre as mulheres. Estatísticas mundiais apontam que elas sofrem duas vezes mais com o problema do que os homens. Uma das razões são as flutuações hormonais, mais pronunciadas na fase reprodutiva das mulheres. Segundo a psiquiatra, os períodos de oscilação dos hormônios, como ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa coincidem com os picos de incidência de depressão nas mulheres.
“A depressão, quando não tratada, pode comprometer vários aspectos da vida, tais como o profissional, o emocional, os relacionamentos e até a vida a dois”, afirma. “Por isso a relevância do diagnóstico seguro e da adesão total do paciente ao tratamento adequado”, destaca a especialista.
SINTOMAS - Pesquisa Ibope realizada com 1.100 mulheres em oito cidades da América Latina aponta que os aspectos funcionais da depressão são subestimados. Em 78% das entrevistadas, tristeza, melancolia e desânimo são os sintomas mais associados à depressão.
Alterações no sono e perda do desejo sexual aparecem no outro extremo, cada qual com 3% das citações. “As pessoas relacionam depressão à sensação de tristeza ou angústia. Entretanto, a depressão pode ser a causa da pouca vontade de fazer sexo ou do isolamento afetivo e social”, afirma a psiquiatra, destacando a importância de estar atento também para os sintomas funcionais da depressão.

Procure ajuda! Melhorar a sua qualidade de vida com o auxílio de profissionais é possível.

Chame!

Beijos das vizis.